A Ofensiva da POCO: O Peso Pesado do Novo Pad 5G e os Bastidores do Misterioso C95 Pro

A Ofensiva da POCO: O Peso Pesado do Novo Pad 5G e os Bastidores do Misterioso C95 Pro

19 Junho 2026 Não Por Luís Costa

A Xiaomi tem uma estratégia muito clara de não deixar buracos no mercado, e a POCO continua sendo a principal ferramenta da empresa para inundar as prateleiras com opções para todos os perfis. O momento atual revela um movimento duplo bem interessante do braço direito da fabricante chinesa. De um lado, vemos uma consolidação agressiva no consumo de mídia e produtividade com o recente Poco Pad 5G. Do outro, a marca já articula nos bastidores o lançamento de uma nova aposta focada no orçamento apertado, esquentando os rumores em cima do que parece ser o novo POCO C95 Pro 4G.

Falando do que já é realidade, o Poco Pad 5G não entrou no jogo a passeio. Estamos diante de um tablet que roda o Android 14 liso sob a interface do HyperOS. O motor da brincadeira é o Snapdragon 7s Gen 2 da Qualcomm, trabalhando junto com 8 GB de RAM. Na prática, a GPU Adreno 710 dá conta do recado tranquilo, seja pra segurar jogos um pouco mais exigentes ou gerenciar o multitarefa sem o sistema engasgar. E mesmo carregando um display IPS LCD de 12.1 polegadas — que entrega uma resolução de 1600 x 2560 pixels, proteção Gorilla Glass 3 e 120 Hz de taxa de atualização —, o aparelho não é um trambolho inútil. Ele pesa cerca de 568 gramas e tem um chassi com finos 7.52 mm de espessura.

A autonomia chama a atenção logo de cara. A bateria LiPo abriga absurdos 10.000 mAh, o suficiente para te deixar bem longe da tomada se o uso for moderado. O pacote de conectividade também não deixa a desejar: ele traz suporte a redes 5G (com velocidades de download que batem os 2900 Mbps na teoria), Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.2 embarcado com codec aptX HD. As câmeras de 8 megapixels, tanto na traseira quanto na frontal, focam no pragmatismo e resolvem bem a vida em videochamadas cravadas em Full HD a 60fps na lente frontal. Os 256 GB de armazenamento nativo já garantem espaço de sobra, mas se o usuário for um acumulador digital, o slot para MicroSD aceita expansão de até insanos 1.5 TB.

Mas o mercado de tecnologia não respira apenas de hardware parrudo, e a POCO tem uma fome crônica por dominar o segmento de entrada. A movimentação mais recente atende pelo modelo 2606FPC72Y, um dispositivo que acabou de pipocar no banco de dados da IMDA, o órgão regulador de Singapura. A rádio peão da indústria aponta que esse aparelho deve chegar ao mercado global como POCO C95 Pro 4G. E, seguindo a velha cartilha da Xiaomi, tudo indica que ele será essencialmente um Redmi 17 4G rebatizado, trazendo os ajustes habituais de software para a linha POCO.

Se os vazamentos atuais estiverem certos, o coração desse novo smartphone será o Snapdragon 6s Gen 2. É um chipset desenhado sob medida para baratear os custos de produção sem matar a fluidez de quem usa o celular para o feijão com arroz diário — navegar nas redes, assistir streaming e rodar um joguinho casual. A certificação vazada já entregou que o pacote essencial de conexões está garantido, com suporte a Wi-Fi, Bluetooth e o indispensável NFC para pagamentos por aproximação. A surpresa fica por conta de uma possível configuração mais parruda para a categoria, já que ele pode chegar ostentando até 8 GB de RAM e 512 GB de espaço interno.

A tática de reciclar o portfólio da linha Redmi para alimentar a marca POCO costuma dar bom e cria alternativas com um custo-benefício bastante agressivo. Como o próprio nome denuncia, ele é restrito às redes 4G, deixando claro que o alvo aqui é fisgar os usuários de primeira viagem ou a galera que precisa de um smartphone competente, mas recusa a ideia de gastar rios de dinheiro. O nível de sucesso do C95 Pro 4G no varejo vai depender inteiramente da caneta da Xiaomi na hora de precificar o aparelho. Até o anúncio oficial ir ao ar e revelar as especificações de câmera e tela, quem tem pressa por desempenho bruto talvez precise olhar para o resto da estante.