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A Privacidade na internet está sob ataque

Você está sendo vigiado. Cada site aberto, cada curtida e cada pesquisa formam um enorme banco de dados da sua vida.

As pessoas ainda não compreenderam como funciona o estado de vigilância na internet e, por isso, não despertaram para a necessidade de buscar algum nível de segurança e privacidade. Aqui está um alerta e um guia para te ajudar a se defender.

Rastreamento:

Você já deve ter percebido que, após pesquisar por um produto na internet, as propagandas ficam te oferecendo aquele produto por alguns dias, como se as empresas soubessem que você está prestes a comprá-lo. E elas sabem, pois as nossas pesquisas na internet são rastreadas.

Da mesma forma que as empresas “descobrem” sobre as nossas compras, os governos também sabem o que estamos fazendo online. Um exemplo disso é o caso do Ross Ulbricht, que foi preso após o governo dos EUA ter rastreado toda a sua vida a partir da internet. Ou ainda, dentro da realidade brasileira, temos como exemplo a solução do assassinato da vereadora Marielle Franco, em que os assassinos foram rastreados e localizados a partir do uso dos seus celulares na cena do crime.

Mais do que rastrear você, os sites de buscas criam um verdadeiro perfil para registrar sua forma de pensar, suas pesquisas e preferências. Dessa forma, o site de buscas oferece uma pesquisa personalizada, mais próxima daquilo que você realmente está buscando.

Quando eu busco pelo termo “alegria” no Google, os resultados são opções de viagem para a cidade de Alegria, nas Filipinas, talvez porque eu tenha o hábito de comprar passagens pela internet. É provável que, ao realizar a mesma busca que eu, você encontre resultados diferentes, clique aqui e faça o teste: google.com/alegria

A boa notícia é que dá para apagar uma parte desses dados. Nesse link você pode conferir e apagar (quase) tudo que a Google registrou sobre você: Minha Atividade no Google

 

Redes Sociais:

As redes sociais são interessantes porque nos pedem para “completar o nosso perfil” e assim nós damos a elas as informações sobre a nossa vida, sem pensarmos nas consequências ruins que isso pode nos trazer. Todo mundo já ouviu falar naqueles casos em que um criminoso telefona para uma avó dizendo que raptou o seu neto e exige dinheiro para libertá-lo. O que poucas pessoas percebem é que os criminosos também obtém essas informações das redes sociais. Veja como:

 

Gerenciador de senhas:

Muitos provedores de e-mail já foram vítimas de vazamento de dados e senhas dos usuários. Uma proteção mínima é usar uma senha com bom nível de segurança, que inclua letras maiúsculas e minúsculas, números e sinais como *&¨%$#@!

Se você, assim como eu, também já usou a mesma senha para vários sites, ou se você não troca a sua senha há muito tempo, saiba que você está exposto. É importante usar senhas diferentes para cada registro online e, para ajudar a gerenciar as diversas senhas, existem programas de Password Manager como o 1Password, que também cria senhas praticamente impossíveis de serem adivinhadas.

Provedor de E-mail:

Um provedor de e-mail que eu uso e recomendo é o Protonmail, que é criptografado e tem sede na Suíça, país cujas leis de sigilo de dados são bastante fortes. 

 

VPN – uma camada extra de proteção

Uma excelente forma de manter seus dados mais seguros é optar pelo serviço de uma VPN, que serve para criar um túnel criptografado entre o seu aparelho e o site que você está utilizando de forma a dificultar que alguém intercepte a sua conexão. Só que VPN’s são serviços pagos e utilizar VPN’s gratuitas pode ter o efeito contrário. Se você não puder comprar um serviço de VPN, pode optar por um Proxy que, apesar de não criptografar a sua conexão, utiliza um servidor e, por isso, mantém sua privacidade menos exposta.

O serviço gratuito Hola VPN sofreu um ataque mal-intencionado para sequestrar fundos armazenados em MyEtherWallet.com (MEW) através da extensão do Hola VPN do Chrome. A origem do ataque foi especificamente por meio do Hola, e os usuários foram aconselhados a transferir seus fundos imediatamente – se eles ainda existissem. Este é um bom lembrete de por que é melhor pagar por um serviço VPN em vez de usar um serviço gratuito.




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