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História

A GUERRA DO PARAGUAI: O maior conflito da América do Sul

Resumo:

Uma épica guerra com muitas batalhas que aconteceu no sul da América entre as potências da época, a Guerra do Paraguai é uma página desbotada na memória do povo brasileiro. Há, hoje, 150 anos das últimas batalhas deste conflito sangrento que mudou a trajetória dos países envolvidos e deixou marcas que ainda não foram apagadas. Entretanto, este se mostra um tema bastante controverso, cujas interpretações serão expostas, discutindo as versões mais debatidas entre historiadores. No presente artigo serão abordados os acontecimentos do grande e trágico incidente que acometeu de escravos a líderes poderosos, enquanto Solano López alimenta sua sede por vitória.

 

Palavras-chave: Guerra do Paraguai. Guerra da Tríplice Aliança. Conflito armado da América do Sul.

 

          

 

 

1 INTRODUÇÃO

A Guerra do Paraguai é considerada como o maior conflito internacional da América do Sul, tendo deixado mais de 150 mil mortos no decorrer de 6 anos (1864-1870), dentre eles crianças, mulheres e idosos e, apesar de ser conhecida no ensino de história no Brasil por esse nome, no Uruguai e na Argentina foi chamada de Guerra da Tríplice Aliança, e no Paraguai, Guerra Contra a Tríplice Aliança.

O motivo da guerra se dá a favor do interesse pelo controle da navegação na bacia do rio Prata, cuja divisão entre Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina havia sido realizada na segunda metade do século XIX. Em função desse interesse, Brasil, Argentina e Uruguai se uniram contra o Paraguai, fator que mudou o futuro dos quatro países e deixou marcas profundas no Brasil e, especialmente, no Paraguai, percebendo a devastação de sua população e de sua economia.

A partir de 1990 a historiografia da guerra passou por diversas interpretações a respeito das causas do conflito já que, anteriormente, o Brasil não possuía total conhecimento das mesmas. Uma série de estudos foi realizada com base em uma nova documentação e foi intitulada, por muitos historiadores, como uma nova historiografia do conflito.

 

 

2 Antes da Guerra

O Brasil vivia a época do segundo reinado – uma monarquia constitucional – sendo Dom Pedro II seu Imperador e, a despeito de seu grande território, boa parte da população vivia no litoral. Por esse motivo as fronteiras no interior do continente não eram bem definidas. Ademais, as tropas do exército brasileiro não dispunham de um grande contingente de combatentes, nem tampouco eram bem treinadas, limitando suas chances em um combate terrestre. Contudo, o país apresentava uma marinha bem preparada e poderosa.

Por outro lado, o Paraguai se organizava em uma república, com o ditador Francisco Solano López – que herdou o cargo de seu pai – como seu presidente vitalício. Ainda antes de tomar posse, Solano López visitou países da Europa como França e Prússia, onde aprendeu táticas de guerra e conheceu Elisa Alicia Lynch, com quem se casou posteriormente. Ao voltar para o Paraguai em 1862, Solano fortaleceu seu exército com mais homens – chegando a mais de 60 mil – e melhores equipamentos.

Visto que a história não apresenta verdades absolutas, pode contar com diversas interpretações. A mais comum delas discursa que o Paraguai vivia uma fase de desenvolvimento que ameaçava o Império Britânico. Em consequência, alguns relatos apontam que os britânicos tenham sido culpados pela guerra ao apoiar os Aliados contra o Paraguai.

Em 1864 o Paraguai era, militarmente, o país mais forte da América do Sul e, por isso, disputava territórios com outros países, onde as fronteiras não eram bem definidas. No entanto, por se encontrar no interior do continente, não possuía saídas para o mar – algo muito importante para o comércio. Em tal caso, para obter ligação com o mar, o Paraguai dependia exclusivamente da bacia do Prata (que será um dos motivos da posterior guerra) para a navegação.

Em contrapartida, para entendermos melhor o Uruguai, devemos começar pela Guerra Civil Uruguaia (1864-1865), travada entre o partido dos Blancos (que estavam no poder) e o dos Colorados (responsáveis pela revolta). Os Colorados eram apoiados pela Argentina e pelo Brasil, que comandou uma invasão ao Uruguai em outubro de 1864 em suporte aos Colorados. Do outro lado, os Blancos tinham Solano López como aliado e alguns historiadores afirmam que o ataque apenas aconteceu porque Solano se sentiu ameaçado e, com medo de perder seus aliados e o acesso aos rios, realizou um ataque contra o Brasil. Entretanto, alguns divergem, clamando que ele já planejava expandir seu território atacando o Brasil mesmo antes da Guerra do Uruguai.

3 o Estopim da Guerra

A primeira ação hostil tomada por Solano López foi em 12 de novembro de 1864, quando captura o navio brasileiro Marquês de Olinda, que transportava o presidente da província do Mato Grosso que, junto a sua tripulação, foi aprisionado. No início de dezembro os paraguaios começaram a invadir o território brasileiro na província de onde partiu o navio e no dia 13 do mesmo mês, seu governo emite uma declaração de guerra ao Brasil, oficializando a guerra da Tríplice Aliança.

Primeiramente, os paraguaios avançaram facilmente pelo território brasileiro, já que o Brasil não havia se preparado para um ataque e, por isso, não havia posicionado soldados nas fronteiras para a defesa. Posteriormente, entre janeiro e fevereiro de 1865 foram capturadas múltiplas cidades como Albuquerque, Corumbá e Coxim. De início, os brasileiros enviaram homens para a província primeiramente atacada, contudo demorariam meses para alcançá-la devido à baixa infraestrutura da época.

Em abril de 1865 o Paraguai organiza outro ataque, desta vez no sul do Brasil, revelando o ataque ao Mato Grosso como um método de distração, já que todos os interesses de Solano se encontravam ao sul. Todavia, para que o ataque pudesse ser realizado, o Paraguai precisaria do apoio da Argentina, que não aceita o acordo proposto. Isso ocorre por dois motivos: os argentinos pretendiam se manter neutros na guerra, mas uma vez que forçados a tomar um lado, optariam pelo Brasil, porque eram aliados.

Ainda no início de abril, com a recusa da Argentina, foi atacada a província de Corrientes. Com suas cidades e rios tomados, a Argentina se viu obrigada a aderir à guerra, apoiando o Brasil e, com a retirada dos Blancos do governo e a posse dos Colorados, o Uruguai também se junta ao combate. Então em 1 de maio de 1865, é assinado o Tratado da Tríplice Aliança, formado pelos três países.

4 a Tríplice Aliança

O Brasil dispunha de poucos homens para uma guerra e, para reverter essa situação, foi criada a campanha Voluntários da Pátria de Pitangui, visando expandir o volume do Exército Imperial. Dentre negros escravizados e ex-escravizados e entre promessas de alforria e terras, o número de soldados foi triplicado. De fato, a tropa brasileira era a maior dos Aliados, já que não haviam muitos homens argentinos e cerca de apenas 5 mil uruguaios.Em junho de 1865 o Brasil começa a bloquear os rios do Prata, levando os paraguaios a tentarem uma emboscada contra uma esquadra brasileira, iniciando no dia 11 desse mês a Batalha do Riachuelo.

5 a Batalha do Riachuelo

O Paraguai possuía oito navios de guerra, alguns barcos adaptados com canhões e barcos de pequeno porte chamados de chatos, já o Brasil possuía nove navios de guerra e barcos menores.

O principal objetivo do Paraguai era retirar os brasileiros, que estavam barrando a saída pelos rios, e, assim, conquistar Montevidéu no Uruguai, além de ocupar o sul do Brasil e poder fazer comércio com outros países e até receber armamentos da Europa. Desta forma o Paraguai daria um grande passo para a vitória.

A frota naval brasileira era comandada pelo Almirante Francisco Manuel Barrosa da Silva, apresentava cerca de 2.287 combatentes, a paraguaia que era chefiada pelo Comodoro Mezza, era constituída por cerca de 1.472 combatentes.

Primeiramente, o Paraguai detém a vantagem, com seu ataque surpresa pela madrugada. Todavia a marinha brasileira se mostrava maior e mais resistente e, aos poucos, a batalha tornou rumos diferentes. Barroso, como um grande líder, proclama ‘’o Brasil espera que cada um cumpra o seu dever‘’, e os instrui ‘’Atacar e destruir o inimigo o mais perto possível’’. A baixa brasileira foi de 104 mortes e 142 feridos, além de um navio derrotado, já o do Paraguai foi de 351 mortos e 564 feridos, além de quatro navios afundados. Ás 17h30 do mesmo dia a batalha estava terminado e com vitória brasileira pelo Almirante Barroso.

‘’Em decorrência dos episódios, os navios brasileiros bloquearam o acesso do rio Paraguai a partir do rio Paraná, e o país de Solano López tornava-se incapaz de receber armas e auxilio do exterior pela via fluvial’’ (LIMA,2016, p.160), o que indica uma importante vitória para a tríplice Aliança, que conseguiram controlar a bacia do Prata, assim ganhando vantagens territoriais na guerra que ainda não havia acabo.

6 da Defensiva ao Ataque

Entre julho e agosto de 1865 o exército paraguaio avançou uma última vez, agora pelo Rio Grande do Sul, e ocupando a cidade de Uruguaiana, e quase chegando em território uruguaio. Entretanto, foram impedidos pelos Aliados na Batalha de Jataí no dia 17 de agosto de 1865 que ficou conhecida como a primeira grande batalha terrestre e, em 18 de setembro, os paraguaios se rendem a Dom Pedro II, Bartolomé Miltre (presidente argentino) e Venancio Flores (presidente uruguaio).

Em outubro de 1865 as forças paraguaias abandonaram o território argentino e no dia 16 de abril de 1866, se inicia o ataque dos aliados contra o Paraguai, que pelo rio Paraná e ao sul do Paraguai onde começou a invasão das forças aliadas, posteriormente capturando a fortaleza de Itapiru e estabelecendo um acampamento no sul.

Em 24 de abril de 1866 os paraguaios tentam uma ofensiva à base dos aliados no Tuiuti, onde começa a batalha mais sangrenta de toda a guerra.

7 A grande batalha de Tuiuti

Após a tomada de Itapirú, coube aos aliados construírem um acampamento na região de Estero Bellaco para planejar outro ataque e também descansar os solados. Entretanto foram surpreendidos por tropas paraguaias que tinham uma ótima estratégia de combate para encurralar o inimigo:

‘’ficou acertado que os coronéis Díaz e Hilário Marcó fariam o ataque pela frente e pela esquerda, em direção ao centro do terreno, o general Resquín pela direita e o general Barrios, pela retaguarda. ’’ (LIMA, 2016, p. 2016).

De certa forma os paraguaios foram bem-sucedidos no começo do combate, que aconteceu no dia 24 de maio de 1866 às 11h30 da manhã, contudo a situação do local de guerra era mais favorável para a defesa, pois era uma região pantanosa e de difícil locomoção. Os brasileiros, comandados pelo General Osório, se reorganizaram e a batalha tomou outras proporções.

A Tríplice Aliança se defendeu com cerca de 31.200 homens, enquanto o Paraguai possuía apenas 23.000 combatentes, acabando derrotado.

Foi chamada de a batalha mais sangrenta pois houve relatos de pessoas mutilados, vísceras expostas, cavalos decapitados e muitos corpos empilhados. Os Aliados perderam 978 homens em seis horas de guerra e o Paraguai que saiu derrotado, perdeu cerca de quatro mil soldados, e deixados seis mil feridos.

8 Próximo do Fim

Depois dessa batalha a guerra ficou estagnada, pois o Paraguai era muito isolado e os Aliados não sabiam o que encontrariam no interior. Assim sendo, decidiram avançar pelas margens do rio Paraguai, onde se encontravam várias fortalezas nas margens, sendo o principal dela a de Humaitá. Entre 1866 e 1868 houveram pequenas batalhas, onde os Aliados tentavam avançar por essas fortificações e os paraguaios se defendiam, e tentando pequenos contra-ataques para expulsar os Aliados.

Entretanto, no dia 3 de setembro 1866 os Aliados conseguiram atacar o forte de Cuzurú e tomaram posse de mais uma região do Paraguai. Por conta desses feitos Aliados, em 12 de setembro daquele mesmo ano, Solano López marcou um encontro com Bartolomeu Mitre com a intenção de acabar com a guerra, que já que estavam praticamente derrotados.

No dia 22 de setembro os aliados tentaram outro ataque, agora à fortaleza de Curupaiti com 19 mil combatentes e, por conta da boa posição de canhões e trincheiras paraguaias, os Aliados tiveram a maior derrota durante toda a guerra e perderam carca de cinco mil soldados. Devido a essa derrota, houve um conflito entre os líderes dos países Aliados, na busca de um culpado pelas decisões tomadas na batalha.

Em outubro de 1866 o então Marquês de Caxias, assume o comando das forças brasileiras de terra e mar, que se encontravam em péssimas condições devido a epidemia de varíola que atingiu ambos os lados. Surtos de cólera, tifo e malária também apareciam com frequência.

Ao assumir as tropas, o Marquês de Caxias subiu de patente e se tornou Duque (chefe de estado). Preparou melhor o exército brasileiro e procurou cuidar da higiene dos Aliados nos acampamentos. O fato que mais surpreendeu os historiadores, foi que Duque de Caxias trouxe balões utilizados na guerra civil americana para observar melhor as posições inimigas e o território.

Devido aos surtos de doenças, o Brasil ficou praticamente sozinho na guerra e o plano de Caxias era fechar um cerco em volta da fortaleza de Humaitá e cortar sua ligação com a capital Assunção. Em julho de 1868, Caxias ataca o forte de Curupaiti pela segunda vez e agora com sucesso. O cerco durou vários meses e nesse tempo houveram muitas batalhas, porém a fortaleza não resistiu e em agosto de 1868 o Brasil finalmente captura. Neste meio tempo o Brasil conquistou novamente as terras do Mato Grosso perdidas no início da guerra, encurralando ainda mais os paraguaios.

9 O desfecho da guerra

Entre 6 e 30 de dezembro, sob o comando de Caxias, os Aliados venceram os paraguaios em uma série de batalhas conhecidas como a Dezembrada. Concomitantemente, Solano López descobre que seu irmão planeja um golpe de Estado junto a alguns governantes e ordena suas execuções. Este evento é conhecido como o Massacre de São Fernando. O que restou dos soldados paraguaios foi destruído e, em 1° de janeiro, tropas Aliadas invadem e saqueiam casas em Assunção. No dia cinco, Caxias considera o fim da guerra e se retira das operações, porém Solano López fugiu para o norte e recusou a se render.

Como Duque de Caxias se retirou e Dom Pedro II ainda desejava perseguir Solano, e em 15 de abril, o conde D’Eu (marido da Princesa Isabel) é nomeado comandante das forças brasileiras e seu principal objetivo é capturar López.

Solano López fugiu para as Cordilheiras, que fica ao lado de Assunção, onde estabeleceu uma capital provisória e, para se defender contra a perseguição, utilizou crianças, mulheres e idosos com o objetivo de retardar o avanço brasileiro. Houveram muitas mortes de inocentes.

Em 12 de agosto, forças Aliadas tomam a capital provisória de López. O conde D’Eu ordena a execução dos comandantes e combatentes paraguaios. Em 1° de março em uma batalha próxima a uma floresta ao norte, o ditador Solano López é morto com um golpe de lança, desferido pelo brasileiro José Francisco Lacerda e por um tiro de fuzil, pondo assim um fim na guerra do Paraguai.

10 considerações finais

Em suma, foi uma guerra para nunca se esquecer. A população paraguaia foi devastada, com cerca de 300 mil mortos, entretanto, há várias controvérsias, pois, o Paraguai era muito isolado e não há fontes concretas de quantas vidas foram perdidas. Ademais, foi uma guerra que definiu as marcas territoriais dos países da América Latina.

O fato é que, quando os Aliados tomaram Assunção a guerra já deveria ter sido terminada como declarou Duque de Caxias, sendo assim a sede de vingança dos Aliados culminou em um massacre em massa sem alguma necessidade. Por fim não houve vencedores. Foram todos derrotados pela ignorância de seus líderes em uma guerra supérflua, onde poderiam chegar em um acordo de paz, no entanto, os inocentes pagam pelos pecadores.

REFERÊNCIAS

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Lima, Luiz Octavio de. A guerra do Paraguai– 3.ed. – São Paulo: Planeta ,2016. 431 p.

RITA TREVISAN, Beatriz Santomauro. Guerra do Paraguai : Como foi a participação do Brasil na Guerra do Paraguai?. 2011. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/2114/como-foi-a-participacao-do-brasil-na-guerra-do-paraguai>. Acesso em: 24 nov. 2018.

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SEU History: Travada a Batalha Naval do Riachuelo, umas da mais importantes da Guerra do Paraguai. Disponível em: <https://seuhistory.com/hoje-na-historia/travada-batalha-naval-do-riachuelo-umas-da-mais-importantes-da-guerra-do-paraguai>. Acesso em: 23 nov. 2018.

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Versen, Max Von. Batalha do Tuiuti – resumo, História. Disponível em: https://www.historiadobrasil.net/resumos/batalha_tuiuti.htm/ Acesso em: 22 de novembro de 2018

Leitura obrigatória