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Educação

Entendendo o Escola Sem Partido

Certamente você já ouviu falar sobre o projeto Escola sem Partido, mas de fato, o que é? Como funciona? Para que serve? Censura?

O coordenador desse projeto é o professor e advogado Miguel Nagib que atualmente é procurador no estado de São Paulo, sendo também o criador da proposta.

Miguel Nagib tem quatro filhos e, acompanhando de perto o que a escola ensinava, notou que havia tendências no pensamento passado às crianças, principalmente pelos professores na área de humanas como filosofia, sociologia, história, geografia.

Anterior do projeto já estar formalizado, começou como uma cartilha que denunciava as práticas desses professores para outros pais. Posteriormente foi criada uma página na internet onde recebia denúncias de outras pessoas até virar projeto de lei no qual é debatido nas câmaras atualmente.

O projeto não usa a palavra doutrinação, mas pode ser considerado quando o seu significado é o abuso da liberdade de ensinar do professor, que está garantido pela constituição.

O Escola sem partido não acrescenta nada juridicamente, serve apenas para expressar de forma compreensível e amparar os alunos que percebem estar sendo doutrinados e utilizar como argumentação para realizar a denúncia contra o professor.

O educador não pode se aproveitar da audiência cativa dos alunos para promover as suas preferências ideológicas, políticas, religiosas, morais e partidárias. Não podendo favorecer ou prejudicar alunos que não seguem as suas ideias.

Segundo o estudo realizado em 2008 pelo Instituto Censos quando perguntado aos professores se eles consideram suas aulas politicamente engajadas obteve 80% de respostas que eram de fato.

O Escola sem partido, defende que seja fixado em todas as salas os 6 deveres dos educadores, sendo eles:

1- O professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias.

2- O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas.

3- O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.

4- Ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade -, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.

5- O professor respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.

6- O professor não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de terceiro, dentro da sala de aula.

O projeto não interdita quaisquer assuntos a ser debatido, como o nazismo, comunismo, regime militar, libertarianismo, etecetera. Tendo que ser debatido as principais vertentes sobre o assunto.

Ao final, é um projeto, um movimento com nobreza, que visa resguardar os direitos dos estudantes, podendo então ter o livre pensamento e a garantia de poder ter ideias contrarias a figura do professor sem ser prejudicado.

Para mais informações, acesse: Programa Escola Sem Partido e Escola Sem Partido

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